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O caso que chocou o Brasil voltou a ganhar destaque após uma nova decisão da Justiça de São Paulo envolvendo Paulo Cupertino Matias, condenado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel.
A primeira condenação aconteceu em 30 de maio de 2025, após dois dias de julgamento no Tribunal do Júri, em São Paulo. Cupertino foi considerado culpado pelo triplo homicídio qualificado e recebeu uma pena de 98 anos de prisão em regime fechado.
O crime aconteceu em 9 de junho de 2019, na zona sul de São Paulo. Rafael Miguel tinha 22 anos e era conhecido do público por trabalhos na televisão, incluindo sua participação em Chiquititas. Segundo a acusação, o ator e os pais foram até a residência de Cupertino para conversar sobre o relacionamento de Rafael com Isabela Tibcherani, filha do acusado.
A conversa, porém, terminou em uma tragédia. Rafael e seus pais foram mortos a tiros. Cupertino fugiu logo depois e permaneceu quase três anos foragido, até ser localizado e preso em maio de 2022.
Condenação de 98 anos
Durante o julgamento realizado em maio de 2025, o Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras relacionadas aos assassinatos. A sentença estabeleceu inicialmente 30 anos de prisão para cada uma das três mortes, além de outros acréscimos decorrentes das circunstâncias consideradas pela Justiça, chegando ao total de 98 anos.
A defesa recorreu da decisão e pediu, entre outras questões, a anulação do processo e a revisão da pena.
O recurso chegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo e teve seu julgamento em julho de 2026.
Justiça mantém condenação, mas reduz pena
Em 27 de julho de 2026, o TJ-SP divulgou a decisão da 10ª Câmara de Direito Criminal. Os desembargadores mantiveram a condenação de Paulo Cupertino, rejeitando os principais argumentos apresentados pela defesa.
A mudança foi exclusivamente no cálculo da pena.
O tribunal entendeu que havia necessidade de corrigir a dosimetria e estabeleceu o limite de 30 anos para cada homicídio, fazendo com que a soma das três condenações chegasse a 90 anos de prisão, em vez dos 98 anos definidos originalmente.
Assim, a decisão de julho não significa que Cupertino tenha sido absolvido ou que a condenação tenha sido anulada. Ele continua condenado pelos três assassinatos.
As qualificadoras reconhecidas pelo Tribunal do Júri também foram preservadas. A alteração foi apenas na quantidade total da pena.
O caso continua marcado pela brutalidade do crime e pela longa fuga de Cupertino. Para familiares e pessoas próximas às vítimas, a manutenção da condenação representa mais um capítulo de uma história que começou em 2019 e levou anos até chegar ao julgamento.
A decisão de julho de 2026, portanto, encerra mais uma etapa judicial: Paulo Cupertino continua condenado pelo assassinato de Rafael Miguel e dos pais do ator, mas a pena foi ajustada de 98 para 90 anos de prisão.



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