Pastora é expulsa de avião após falar de Jes…Ver mais
Um episódio inusitado dentro de um avião acabou viralizando nas redes sociais e gerou uma discussão sobre limites, liberdade religiosa e comportamento durante os voos. A evangelista americana Whitney Lynn, de 40 anos, foi retirada de uma aeronave da Alaska Airlines depois de se levantar durante um atraso e começar a pregar para os demais passageiros.
O caso aconteceu em 30 de julho, no voo 708 da Alaska Airlines, que sairia de Orlando, na Flórida, com destino a San Diego, na Califórnia. Enquanto os passageiros aguardavam a decolagem, Whitney decidiu aproveitar o momento para falar sobre sua fé.
Em um vídeo publicado pela própria evangelista, ela aparece no corredor da aeronave dizendo aos passageiros que, embora a espera fosse frustrante, o tempo de Deus seria perfeito e que talvez o atraso estivesse evitando que alguma situação perigosa acontecesse.
Whitney continuou falando sobre Jesus Cristo e sobre a importância da fé. A mensagem durou cerca de um minuto.
O que aconteceu depois, entretanto, surpreendeu a própria pastora.
Tripulação pediu que ela deixasse o avião
Após o episódio, um funcionário da companhia pediu que Whitney recolhesse seus pertences e deixasse a aeronave.
Em outro vídeo divulgado por ela nas redes sociais, a evangelista questiona o motivo da retirada. O funcionário afirma que a tripulação não estava se sentindo segura com a presença dela no avião.
Whitney demonstrou surpresa com a justificativa.
Ela questionou se o fato de estar falando sobre Jesus poderia ser considerado uma situação de insegurança e chegou a mencionar que não estava portando nenhuma arma.
A companhia aérea, porém, apresentou outra versão.
Segundo a Alaska Airlines, a decisão não estava relacionada especificamente à religião da passageira. A empresa afirmou que a tripulação ficou cada vez mais preocupada com o comportamento da mulher e com o impacto da situação sobre os demais passageiros. Por questões de segurança, foi solicitado que ela desembarcasse.
Pastora diz que continuará pregando
Depois de deixar o avião, Whitney não demonstrou intenção de abandonar sua forma de evangelização.
Pelo contrário. Em suas publicações, ela classificou o episódio como uma espécie de “guerra espiritual” e afirmou que continuaria levando sua mensagem religiosa para outras pessoas.
A evangelista também já havia contado anteriormente que costuma pregar durante viagens de avião. Em entrevista ao Washington Post, ela afirmou que os passageiros “não têm escolha” a não ser ouvi-la quando começa a falar durante um voo.
A declaração acabou aumentando a repercussão do caso, principalmente porque outras pessoas passaram a questionar se passageiros deveriam ser obrigados a ouvir uma pregação durante uma viagem.
Whitney, por outro lado, afirma enxergar esses momentos como oportunidades para compartilhar sua fé.
Companhia restringe novos voos
Depois do episódio, a Alaska Airlines informou que Whitney não poderia viajar com a companhia no futuro próximo, enquanto a situação fosse analisada. A restrição também envolveu empresas relacionadas ao grupo, segundo as informações divulgadas posteriormente.
O caso rapidamente ganhou as redes sociais e dividiu opiniões.
Enquanto alguns usuários defenderam o direito da evangelista de falar sobre sua religião, outros consideraram que um avião não seria o local adequado para uma abordagem desse tipo, principalmente quando os passageiros não escolheram participar de uma pregação.
A história chamou atenção justamente porque começou com uma simples tentativa de transformar um atraso em uma mensagem de fé e terminou com a passageira sendo retirada da aeronave.
Agora, o episódio deixou uma pergunta no ar: até onde vai a liberdade de expressão dentro de um avião e quando o comportamento de um passageiro passa a interferir na segurança e no conforto dos demais?



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