Avó de Bruno Samudio choca ao dizer que o neto não… Ver mais

Adolescente de 16 anos é alvo de comentários cruéis nas redes sociais

Bruno Samudio, o “Bruninho”, de 16 anos, se tornou alvo de críticas pesadas nas redes sociais depois de ser afastado da equipe sub-17 do Botafogo por questões disciplinares. O adolescente, que atua como goleiro nas categorias de base do clube, ficou fora de duas partidas — contra Flamengo e Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro da categoria — e a notícia rapidamente ganhou uma dimensão que vai muito além do futebol.

Isso porque Bruninho é filho de Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010, e do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo crime. Bruno matou Eliza quando o filho dos dois tinha apenas quatro meses de vida; o corpo da modelo, segundo a investigação, foi esquartejado e nunca foi encontrado. O ex-jogador foi condenado a 22 anos de prisão, mas deixou o regime fechado após nove anos, progredindo depois para semiaberto e, em 2023, para liberdade condicional.

Bruninho nunca teve contato com o pai após o crime e foi criado desde bebê pela avó materna, Sônia Fátima Moura.

“Dizer que ele tem a índole do pai é muito cruel”

Foi justamente a comparação entre o afastamento do adolescente e a história do pai que motivou a resposta forte de Sônia. Em entrevista à coluna “Retratos da Vida”, do jornal Extra, ela criticou duramente quem atribui o comportamento do neto a uma suposta herança do pai.

Segundo ela, colocar esse peso sobre um adolescente que não teve nenhuma participação nos fatos do passado é injusto — e destacou que outros jovens da idade dele cometem deslizes disciplinares sem receber o mesmo nível de julgamento público. Para Sônia, o problema não é a punição em si, que ela considera legítima dentro das regras do clube, mas sim o tipo de comentário que liga o comportamento do neto a uma questão de “DNA” ou “índole”.

Em outra ocasião, ela já havia rebatido esse tipo de comparação publicamente, afirmando que o desempenho e o caráter do neto vêm de anos de dedicação, treino e apoio familiar — não de herança genética do pai.

Uma trajetória de superação dentro do futebol

Apesar da repercussão negativa, Bruninho vem construindo uma carreira de destaque nas categorias de base. Ele já defendeu a Seleção Brasileira sub-15, integrou o elenco campeão do Sul-Americano da categoria e assinou seu primeiro contrato profissional com o Botafogo em fevereiro deste ano — um momento que a própria avó classificou como “histórico” nas redes sociais.

Antes de chegar ao clube carioca, o adolescente também passou pelas categorias de base do Athletico-PR, onde já havia enfrentado uma punição disciplinar após cobrar a diretoria por um par de chuteiras que desapareceu do vestiário.

O que vem agora

O Botafogo não revelou publicamente os detalhes que motivaram o novo afastamento de Bruninho. Enquanto o clube trata o caso internamente, a família tenta blindar o adolescente da exposição, reforçando que ele deve ser avaliado por suas próprias atitudes — e não pela história trágica que marcou sua vida antes mesmo de ele nascer.

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