Filha mata pai cadeirante que abusava dela e ac…Ver mais
Um crime envolvendo pai e filha chocou moradores de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Edilene, de 30 anos, foi presa após confessar ter matado o próprio pai, Osmar Ferreira, de 62 anos, a facadas dentro da residência onde os dois viviam.
O homem era cadeirante, também estava acamado e dependia de cuidados. Um dos pontos que mais chamou atenção durante a investigação foi o uso de um celular durante o crime. Segundo informações reunidas pela polícia e divulgadas por diferentes veículos, parte do ataque teria sido registrada em vídeo, e o material passou a fazer parte da investigação.
O caso aconteceu na quinta-feira (20), em uma residência localizada na Estrada Municipal Antônio Aparecido Cardoso, na região de Guaripocaba dos Souzas, em Bragança Paulista.
A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia sobre uma mulher que teria esfaqueado o pai. Quando os agentes chegaram ao imóvel, encontraram Edilene próxima à vítima. Uma equipe do Samu também foi chamada e constatou a morte de Osmar. A área foi isolada para o trabalho da perícia.
Vídeo e celulares passaram a fazer parte da investigação
O registro do crime pelo celular é um dos aspectos mais impactantes do caso. Segundo o boletim de ocorrência citado pela imprensa local, Edilene afirmou que segurava um telefone durante o ataque e que parte da agressão foi registrada.
Ainda de acordo com essas informações, uma imagem do pai ferido teria sido enviada para um grupo da família. Há também reportagens que descrevem o caso como uma transmissão ao vivo pelas redes sociais. A Polícia Civil deverá analisar os registros digitais e os aparelhos apreendidos para esclarecer exatamente como o material foi produzido e compartilhado.
A faca apontada como possível arma do crime foi localizada no imóvel. Os policiais também apreenderam celulares e outros materiais que deverão ser analisados durante a investigação.
Suspeita confessou o crime e apresentou sua versão
Em depoimento, Edilene confessou ter cometido o homicídio. Segundo as informações registradas pela polícia, ela afirmou que carregava ressentimentos antigos em relação ao pai e relatou ter sofrido agressões durante a infância.
Em outra versão apresentada durante o interrogatório, a mulher também alegou ter sido vítima de abusos de natureza sexual e afirmou que a situação estaria relacionada ao período em que era responsável pelos cuidados diários do pai. Essas acusações, no entanto, foram feitas pela própria investigada e ainda precisam ser apuradas pela Polícia Civil.
Segundo o boletim citado pela imprensa, Edilene também relatou ter consumido vinho e cocaína desde a madrugada anterior ao crime. Ela afirmou que houve uma discussão antes de pegar uma faca e atacar o pai.
As circunstâncias relatadas pela suspeita serão confrontadas com os depoimentos de familiares, provas técnicas e demais elementos recolhidos pela investigação. Até o momento, as alegações sobre agressões, abusos e a motivação do crime não foram apresentadas pelas autoridades como fatos comprovados.
Prisão foi mantida
Após ser levada à delegacia, Edilene foi autuada em flagrante. O caso passou a ser investigado como homicídio qualificado, considerando, entre outros elementos, a condição da vítima e sua dificuldade de defesa.
O corpo de Osmar apresentava diversos ferimentos provocados por objeto perfurocortante. A quantidade exata das lesões deveria ser confirmada por exames periciais. Segundo reportagem local, a prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva.
Agora, a Polícia Civil de São Paulo deve aprofundar a investigação para esclarecer a sequência dos acontecimentos, analisar o vídeo e os celulares apreendidos e verificar as declarações feitas pela suspeita.
O crime provocou forte repercussão não apenas pela violência, mas também pela relação entre vítima e suspeita e pelo fato de imagens relacionadas ao ataque terem sido registradas durante a ocorrência.



Publicar comentário