Acusado de matar esposa ao jogá-la do 10º andar foi solto e … ver mais

Um caso de violência contra a mulher voltou a ganhar destaque em São Paulo após uma nova decisão da Justiça envolvendo Alex Leandro Bispo dos Santos, acusado de matar a companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos.

O empresário, que já havia sido preso pelo caso, foi colocado em liberdade no início de agosto. Agora, porém, a Justiça restabeleceu a prisão preventiva, e ele passou a ser considerado foragido. A nova decisão ocorreu depois que o Ministério Público recorreu da soltura.

Maria Katiane morreu em novembro de 2025 após cair do décimo andar do prédio onde vivia com Alex, no Morumbi, zona sul de São Paulo. Inicialmente, a ocorrência chegou a ser tratada de outra maneira, mas as investigações avançaram e o Ministério Público passou a sustentar que não se tratava de suicídio, mas de um homicídio. O empresário tornou-se réu no processo.

Imagens ajudaram a mudar os rumos do caso

Um dos elementos mais importantes da investigação são as imagens das câmeras de segurança do condomínio.

Segundo informações apresentadas no processo, os registros mostram uma discussão entre o casal depois de uma festa. As imagens também teriam registrado agressões contra Maria na garagem do prédio.

Na sequência, o casal aparece no elevador. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Alex teria segurado Maria pelo pescoço e a levado para dentro do apartamento.

Outro conjunto de imagens teria registrado momentos posteriores à queda. O caso passou a ser tratado pelas autoridades como feminicídio, e a versão de que Maria teria tirado a própria vida foi contestada pela investigação.

Soltura provocou nova reviravolta

Alex estava preso desde dezembro de 2025. Entretanto, uma decisão tomada no início de agosto determinou a revogação da prisão preventiva.

O alvará de soltura foi cumprido no dia 10 de agosto. Entre as medidas impostas estavam a proibição de aproximação das testemunhas, a obrigação de informar eventual mudança de endereço e o comparecimento periódico à Justiça.

A decisão provocou uma nova movimentação no processo. O Ministério Público recorreu e, segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira (26), a Justiça voltou a determinar a prisão preventiva.

Com a nova ordem, Alex é considerado foragido.

A defesa do acusado informou que pretende contestar a decisão no Superior Tribunal de Justiça.

Caso continua na Justiça

Maria Katiane era natural do Ceará e morava em São Paulo. Segundo informações divulgadas durante o processo, ela tinha uma filha.

A investigação ainda precisa esclarecer todos os detalhes que antecederam a morte da jovem e a Justiça deverá analisar as provas apresentadas ao longo do processo.

O caso chama atenção especialmente porque uma morte inicialmente cercada de dúvidas acabou tomando outro rumo depois da análise das imagens de segurança.

Agora, com a nova ordem de prisão, as autoridades procuram novamente pelo acusado enquanto o processo criminal continua.

A situação também reacende o alerta para casos de violência doméstica. Em situações de ameaça ou agressão contra mulheres, denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, canal oficial de orientação e denúncia.

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