Patrão filmava funcionária no banh3iro para bater um…Ver mais
Uma mulher de 26 anos descobriu, de uma forma inesperada, que estava sendo filmada nua dentro do banheiro da imobiliária onde trabalhava, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. Segundo o relato registrado pela polícia, as gravações teriam sido feitas pelo próprio patrão, um empresário de 53 anos.
O caso veio à tona depois que a funcionária precisou utilizar o celular do empresário para realizar um pagamento. Enquanto mexia no aparelho, ela acabou acessando uma área onde encontrou fotos e vídeos em que aparecia nua dentro do banheiro da empresa.
Assustada com o que havia encontrado, a mulher fotografou a tela do celular usando o próprio aparelho e deixou o estabelecimento. Segundo seu relato, ela saiu chorando e procurou ajuda.
A vítima acionou a Polícia Militar e posteriormente voltou ao local acompanhada do ex-namorado para buscar seus pertences e confrontar o empresário.
Durante a discussão, segundo o boletim de ocorrência, o homem teria dado um tapa no rosto da funcionária. Os dois chegaram a entrar em luta corporal antes que o ex-namorado interviesse para separar a briga. Os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico e posteriormente à delegacia.
Suspeito teria admitido as gravações
Inicialmente, segundo o registro policial, o empresário teria negado ter instalado qualquer equipamento para filmar a funcionária.
Durante o depoimento, porém, ele teria admitido que escondeu um celular no banheiro com o objetivo de fazer as gravações.
Seis aparelhos celulares foram apreendidos pela polícia. O material será analisado pelos investigadores para tentar esclarecer a extensão do caso e verificar se existem outras gravações.
O episódio é investigado pela Polícia Civil como importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O processo tramita sob segredo de Justiça, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que não pode divulgar detalhes da investigação.
A mulher afirmou ainda que, antes de descobrir as gravações, já havia percebido comportamentos que considerava inadequados por parte do empresário. Ela também relatou que outras mulheres que trabalharam no local teriam contado experiências semelhantes.
Após o episódio, a vítima deixou a cidade por medo e iniciou acompanhamento psicológico, conforme relatado à imprensa.
As demais denúncias ainda precisam ser apuradas pelas autoridades. Até o momento, não há informação pública sobre condenação do empresário pelos fatos investigados.



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