🚨 AFOGAMENTO: Menino não r…Ver mais

Uma tarde de lazer terminou em tragédia em Tangará da Serra, no Mato Grosso. Um adolescente identificado como Davi Bezerra Silva morreu afogado após entrar em uma lagoa do Parque da Família, no bairro Jardim Barcelona, na tarde de sábado (19).

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, o jovem estava acompanhado de outros adolescentes quando surgiu a ideia de atravessar a lagoa para chegar até uma ilha localizada no meio da água.

Dois dos adolescentes entraram primeiro na lagoa. Davi teria avisado aos amigos que não sabia nadar, mas mesmo assim decidiu entrar na água para acompanhá-los.

Pouco depois, quando estava a aproximadamente 10 a 15 metros do ponto onde havia entrado, o adolescente começou a afundar e pediu ajuda.

Tentativa de resgate

Ao perceberem que Davi estava se afogando, pelo menos dois homens que estavam no parque entraram na lagoa para tentar salvá-lo.

Eles fizeram mergulhos na região onde o adolescente havia sido visto pela última vez, mas não conseguiram alcançá-lo. A profundidade do local dificultou as tentativas de resgate.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou as buscas. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi deslocada para o parque.

As buscas continuaram durante a tarde. Por volta das 18h27, os bombeiros localizaram o corpo do adolescente submerso, em uma área com aproximadamente cinco a seis metros de profundidade.

Equipe tentou reanimar o jovem

Depois que Davi foi retirado da água, os socorristas do Samu realizaram procedimentos de primeiros socorros e manobras de reanimação.

Apesar das tentativas, o adolescente não resistiu. A morte foi constatada ainda no local.

A mãe de Davi foi avisada sobre o ocorrido e se dirigiu ao parque. Segundo o registro policial, ela passou mal ao receber a confirmação da morte e precisou ser levada para uma unidade de saúde por familiares.

Parque estava cheio no momento do acidente

Durante o atendimento, havia muitas pessoas próximas à lagoa, incluindo crianças. Por causa da aglomeração e para permitir que os bombeiros realizassem as buscas com segurança, a Polícia Militar isolou a área.

A ocorrência também levantou questionamentos sobre a presença de responsáveis pela segurança do parque no momento do acidente.

Segundo o registro policial, os agentes tentaram localizar algum funcionário da prefeitura que estivesse responsável pelo local naquele horário, mas não encontraram ninguém.

Posteriormente, um segurança procurou a polícia para prestar esclarecimentos. Ele informou que outro funcionário deveria estar responsável pelo serviço durante aquele período, mas não soube explicar por que o colega não estava no local.

Polícia vai investigar

A Polícia Civil ficou responsável pela investigação do caso. As autoridades deverão apurar as circunstâncias do afogamento e também verificar as condições de funcionamento e segurança do parque no momento da ocorrência.

Até o momento, não há conclusão oficial apontando responsabilidade pelo acidente.

O caso serve também como alerta para os riscos de entrar em rios, lagos e represas sem conhecer a profundidade ou sem saber nadar. Mesmo locais aparentemente tranquilos podem apresentar áreas profundas e mudanças repentinas nas condições da água.

A recomendação dos órgãos de segurança é evitar entrar em águas desconhecidas e, principalmente, não tentar realizar um resgate sem treinamento. Em situações de afogamento, o ideal é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros e evitar que outras pessoas entrem na água e acabem se tornando novas vítimas.

A morte do adolescente causou comoção entre familiares e pessoas que estavam no parque no momento da ocorrência.

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