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Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, foi presa em flagrante após confessar ter matado a própria sogra, a ex-servidora pública municipal Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, na manhã de sábado (22), em Confresa, no Vale do Araguaia, Norte de Mato Grosso. Neste domingo (23), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo Alessandra sob custódia.
Como o crime foi descoberto
O caso veio à tona por volta das 6h35 de sábado, quando vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos de socorro vindos da residência de Maria Aparecida. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o portão da casa trancado e não obtiveram resposta dos moradores.
Diante da situação, um dos policiais precisou subir no muro do imóvel para verificar o que estava acontecendo. Foi nesse momento que a equipe avistou uma mulher dentro da residência. Ao perceber a presença dos agentes, Alessandra abriu o portão e afirmou que havia ocorrido uma “tragédia” com a sogra.
Nos fundos da casa, os policiais encontraram o corpo de Maria Aparecida caído no chão, cercado por uma grande quantidade de sangue. A vítima apresentava graves ferimentos na cabeça, causados por um objeto contundente, além de um fio de extensão elétrica enrolado no pescoço.
Dinâmica do crime, segundo a investigação
De acordo com a apuração da Polícia Civil, Maria Aparecida saiu para a área dos fundos da residência pouco depois das 6h daquele sábado. Foi nesse momento que Alessandra, que já estava escondida no local, surpreendeu a sogra pelas costas e a atacou com golpes de um pedaço de madeira encontrado no imóvel — item posteriormente apreendido pela perícia, com marcas de sangue.
Após os golpes, a suspeita ainda teria tentado usar um fio elétrico para matar a sogra por enforcamento. No entanto, a investigação apontou que Maria Aparecida já estava morta em decorrência das agressões com o pedaço de madeira antes mesmo do uso do fio, que atingiu apenas a região do queixo da vítima, sem causar esganadura.
Confissão e motivação alegada
Inicialmente, Alessandra negou ter cometido o crime. Durante o interrogatório, no entanto, acabou confessando a autoria do homicídio à Polícia Civil. Segundo relatou aos investigadores, ela enfrentava uma crise no relacionamento com o marido, filho da vítima, e acreditava que a morte da sogra faria com que ele ficasse emocionalmente abalado.
A confissão, associada aos elementos encontrados na cena do crime, foi suficiente para que a autoridade policial representasse pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Decisão da Justiça
A audiência de custódia foi realizada neste domingo (23), na 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte. O juiz Nelson Luiz Pereira Júnior manteve a prisão de Alessandra, convertendo a prisão em flagrante em preventiva.
Na decisão, o magistrado apontou haver indícios suficientes de que Alessandra cometeu o crime e destacou os dois meios de execução utilizados: os golpes na cabeça da vítima e, posteriormente, a tentativa de enforcamento com o fio de extensão. O juiz também afirmou que a liberdade da suspeita representaria risco concreto de reiteração de violência e de abalo à tranquilidade pública, justificando a necessidade da custódia cautelar.
Alessandra deverá responder por homicídio qualificado por motivo torpe e permanece à disposição da Justiça, devendo ser encaminhada a uma unidade prisional feminina.
Quem era Maria Aparecida da Silva
Maria Aparecida da Silva era ex-servidora pública da Prefeitura de Confresa, onde atuou por diversos anos. Em nota, a administração municipal lamentou a morte, destacou a dedicação de Maria Aparecida ao serviço público ao longo de sua trajetória profissional e decretou luto oficial de três dias na cidade em sua homenagem, sem, no entanto, suspender as atividades dos órgãos municipais.
A morte da ex-servidora gerou comoção em Confresa, cidade de pequeno porte no Vale do Araguaia, onde o caso rapidamente se tornou assunto entre moradores e nas redes sociais da região.



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