Morre aos 80 anos a nossa querida… Ver mais

Lenda da música country, Dolly Parton morre aos 80 anos

Dolly Parton, uma das maiores estrelas da história da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em sua casa em Nashville, no Tennessee. A informação foi confirmada pela própria família da cantora, que enfrentava um breve quadro de câncer.

O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho de Dolly e, por muitos anos, chefe de segurança de sua equipe. Em vídeo publicado no perfil oficial da cantora no Instagram, ele contou que a própria Dolly havia pedido que fosse ele a dar a notícia quando o momento chegasse. Seaver disse estar falando em nome da família Parton e Owens para anunciar a partida daquela que era “tia, irmã e avó” para gerações diferentes de parentes.

Saúde debilitada nos últimos meses

Os problemas de saúde de Dolly vinham chamando atenção desde o fim de 2025, quando ela precisou cancelar uma residência de seis shows que faria no Caesars Palace, em Las Vegas, alegando a necessidade de passar por procedimentos médicos relacionados aos rins. As apresentações, inicialmente adiadas, acabaram canceladas de vez em maio deste ano.

Mais recentemente, em agosto, a cantora também cancelou uma aparição programada no parque temático Dollywood, no Tennessee, citando desidratação e tontura. Na semana passada, em entrevista à revista People publicada na sexta-feira (21), Dolly havia admitido que enfrentava questões de saúde que negligenciou enquanto cuidava do marido, Carl Dean, morto em março de 2025 após décadas de casamento. Segundo a artista contou à revista, ela já havia passado por “tempos difíceis” antes, mas seguia trabalhando enquanto se recuperava. A causa exata da morte não foi revelada publicamente pela família.

Uma carreira de quase sete décadas

Nascida em 1946 em uma família humilde nas montanhas do leste do Tennessee, Dolly Parton construiu uma trajetória que a transformou em um dos maiores ícones culturais dos Estados Unidos. Ao longo de mais de 40 anos de carreira musical, lançou 49 álbuns de estúdio e escreveu cerca de 3 mil canções, entre elas os clássicos “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” — esta última, inclusive, imortalizada também na voz de Whitney Houston.

Foram 25 músicas no topo das paradas country da Billboard, um recorde entre artistas mulheres, além de uma carreira paralela como atriz, com participações em filmes como “Como Eliminar Seu Chefe” (ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin) e “Flores de Aço”. Dolly também construiu um império de entretenimento, incluindo o parque temático Dollywood, e se tornou uma filantropa reconhecida mundialmente, com projetos de combate à pobreza e incentivo à alfabetização infantil.

Repercussão mundial

A notícia da morte gerou uma onda imediata de homenagens de fãs, artistas e autoridades ao redor do mundo. Dolly era vista com carinho especial por gerações mais jovens também por sua proximidade com a família Cyrus — ela era madrinha de Miley Cyrus e figura frequente na vida da cantora, tendo participado inclusive da série “Hannah Montana”.

Amada por seu carisma, humor autodepreciativo e generosidade, Dolly Parton deixa um legado que ultrapassa a música: o de uma mulher que se manteve fiel às próprias raízes mesmo no auge da fama internacional.

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