Homem é preso após bater na sua filha de 6 anos ao descobrir que…Ver mais
Um advogado de 44 anos foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (20) após ser filmado agredindo a própria filha, de 6 anos, dentro do elevador do condomínio onde a família mora, no bairro do Limão, zona norte de São Paulo. Nesta sexta-feira (21), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, sem prazo para ser cumprida.
Como as agressões foram flagradas
Imagens do circuito interno de segurança do prédio mostram o pai chacoalhando a menina e puxando seus cabelos dentro do elevador, enquanto a criança aparenta estar bastante assustada. O vídeo também registra o momento em que ele joga no chão um par de tênis que a filha carregava nas mãos e chuta o calçado.
Funcionários do condomínio visualizaram as imagens das câmeras e acionaram a Polícia Militar, que foi ao local para garantir a segurança da criança.
O que diz o boletim de ocorrência
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe havia deixado a filha sob os cuidados do pai enquanto trabalhava. Ao retornar para casa, ainda no corredor, ela teria ouvido o marido xingando a menina. Diante da cena, houve uma discussão entre o casal, e a mãe afirma ter sido agredida pelo advogado ao tentar intervir na situação.
Temendo pela segurança da filha, a mulher levou a criança para o apartamento da síndica do condomínio. Pouco depois, informado de que a Polícia Militar havia sido chamada, o advogado permaneceu sozinho no apartamento e se recusou a sair, trancando-se em um dos cômodos.
Operação para retirar o suspeito do apartamento
A resistência do advogado levou a uma operação das forças policiais para retirá-lo do imóvel. Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) negociaram por mais de duas horas até que ele finalmente se entregasse, o que exigiu o arrombamento da porta do cômodo em que estava trancado.
Versão do advogado
Ouvido pela polícia, o advogado afirmou ter ficado desesperado após não encontrar a filha no condomínio. Disse que pode ter sido “um pouco ríspido” com a criança, mas alegou não se lembrar de tê-la agredido. Chegou a declarar ter “95% de certeza” de que não encostou na menina, sustentando que teria havido apenas uma discussão verbal entre eles.
Ele também negou ter agredido a esposa e relatou ter consumido bebida alcoólica no dia, afirmando não se recordar integralmente dos acontecimentos. Segundo a reportagem, a mulher afirmou que o advogado vem apresentando comportamento depressivo.
Prisão convertida em preventiva
O advogado foi preso em flagrante por maus-tratos contra a criança, e o caso foi registrado na 4ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Em audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) avaliou os riscos e a gravidade do caso e decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, sem prazo determinado.
Com isso, o réu permanece detido enquanto avançam as investigações, sem previsão de liberdade. A medida, segundo a decisão judicial, busca evitar a reiteração do crime e assegurar a integridade da criança. O caso corre sob sigilo, em razão de envolver uma vítima menor de idade.



Publicar comentário