Lula manda recado para André Mendonça após…Ver mais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta sexta-feira (4) em meio à crise que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Embora não tenha citado nenhum dos dois ministros diretamente, Lula afirmou que autoridades não podem utilizar seus cargos para obter benefícios pessoais e defendeu que todos estejam submetidos aos mesmos procedimentos. A declaração ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente do STF, Edson Fachin.
“Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal”, afirmou Lula.
A declaração acontece em um momento de forte tensão dentro do Supremo. André Mendonça é o relator do caso envolvendo o Banco Master e tornou públicos documentos da Polícia Federal que continham mensagens relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
Após a divulgação do material, Moraes pediu uma investigação sobre a atuação de Mendonça, aumentando a tensão entre os dois ministros. O episódio provocou uma crise interna na Corte e passou a ser acompanhado de perto pelo governo federal.
Lula também defendeu que as instituições responsáveis pela investigação apresentem respostas à sociedade. Em outra manifestação recente, o presidente afirmou que todos os envolvidos sob suspeita precisam ser investigados e cobrou providências do STF e da Procuradoria-Geral da República no caso Banco Master.
Apesar de evitar mencionar nomes, o discurso do presidente foi interpretado dentro do contexto da crise que atinge o Supremo.
Durante a cerimônia, Lula também afirmou que é necessário preservar a confiança da população nas instituições e criticou o que chamou de vazamentos seletivos de informações de investigações.
A crise ganhou ainda mais força neste sábado (5), depois que Fachin sinalizou que pretende levar ao plenário do STF os casos relacionados à disputa entre Moraes e Mendonça. A expectativa é que a Corte discuta os episódios de forma colegiada.
O embate acontece em um momento politicamente sensível, a poucas semanas da eleição. A oposição já utiliza a crise para atacar o governo Lula, enquanto aliados do presidente tentam evitar que o episódio seja associado diretamente ao Palácio do Planalto.
Até o momento, Lula não declarou apoio público a nenhum dos dois ministros. O presidente tem defendido que as investigações sigam os procedimentos legais e que eventuais suspeitas sejam devidamente apuradas.



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