Mulher é internada após ser picada por um…Ver Mais

Um inchaço que não desaparece pode parecer, inicialmente, apenas um problema passageiro. Porém, em determinadas situações, alterações persistentes no sistema linfático podem estar relacionadas a doenças que precisam de avaliação médica.

Uma delas é a filariose linfática, popularmente conhecida como elefantíase.

A doença é causada por parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos infectados. Segundo o Ministério da Saúde, a principal espécie responsável pela filariose linfática nas Américas é a Wuchereria bancrofti.

O problema começa no sistema linfático. Os parasitas podem se alojar nos vasos linfáticos e provocar alterações progressivas na circulação da linfa. Com o passar do tempo, o líquido pode se acumular nos tecidos, provocando o chamado linfedema.

Em casos crônicos e graves, esse processo pode provocar aumento significativo de determinadas partes do corpo.

Quais partes do corpo podem ser afetadas?

As pernas e os pés estão entre as regiões mais frequentemente atingidas, mas a doença não se limita a elas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o edema provocado pela filariose também pode atingir braços, mamas e região genital. Nos homens, uma das manifestações conhecidas é a hidrocele, caracterizada pelo acúmulo de líquido na região escrotal.

A Organização Pan-Americana da Saúde explica que episódios repetidos de inflamação podem provocar obstrução progressiva dos vasos linfáticos. Com isso, o linfedema pode se tornar crônico e, em casos avançados, evoluir para a elefantíase.

A doença pode passar despercebida

Um dos aspectos importantes da filariose é que a infecção pode permanecer sem sintomas durante bastante tempo.

Quando aparecem manifestações, elas podem incluir episódios de inflamação, dor, febre e inchaço. Nos casos crônicos, o edema pode se tornar permanente e provocar alterações na pele e nos tecidos.

Em estágios avançados, a pele pode ficar mais espessa e endurecida, enquanto o aumento do volume da região afetada pode dificultar movimentos e atividades do cotidiano. O linfedema também aumenta o risco de infecções secundárias.

E mulheres podem desenvolver?

Sim. Mas é importante esclarecer uma informação que costuma causar confusão na internet: a filariose não é uma doença exclusiva das mulheres.

Homens e mulheres podem ser infectados. Nas mulheres, entretanto, uma das possíveis manifestações crônicas é o aumento de volume das mamas, além do comprometimento de braços e pernas.

Também existem outras causas de linfedema e de aumento de volume dos membros. Por isso, ter uma perna, braço ou outra região do corpo inchada não significa automaticamente que a pessoa tenha elefantíase.

Uma avaliação médica é necessária para identificar a causa.

É uma doença comum no Brasil?

Atualmente, não da mesma maneira que em décadas passadas.

O Ministério da Saúde informa que a filariose linfática está em fase de eliminação no Brasil e que a área considerada endêmica está atualmente restrita a Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O último caso confirmado identificado nessa área, segundo a página oficial, ocorreu em 2017.

Isso significa que o assunto merece atenção, mas não que qualquer pessoa com inchaço esteja diante de uma infecção por filariose.

Existem outras doenças capazes de provocar linfedema e alterações semelhantes. Por isso, sintomas persistentes devem ser investigados por um profissional de saúde.

A principal mensagem é não ignorar um inchaço que permanece ou aumenta com o tempo. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as possibilidades de controlar o problema e evitar complicações.

Importante: esta matéria tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica.

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