Querido policial m0rre após receber uma…Ver mais
Uma ocorrência policial na zona rural de Arapuã, no Norte Central do Paraná, terminou em uma tragédia que abalou familiares, colegas de farda e moradores da região. O cabo da Polícia Militar Kauã Gabriel Darodda Magioni, de 33 anos, morreu após ser baleado durante o atendimento a uma denúncia na noite de sexta-feira, 31 de julho.
A ocorrência foi registrada por volta das 19h12. Integrante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (6ª CIPM), Kauã fazia parte da equipe que foi enviada para verificar uma denúncia recebida pelo Disque Denúncia 181 em uma propriedade localizada na área rural do município.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os policiais se aproximavam de uma residência quando foram surpreendidos por um homem armado. O suspeito, identificado nas informações da ocorrência como Vilso Felix da Paz, teria desobedecido às ordens dadas pela equipe e efetuado um disparo que atingiu Kauã na região periorbital, próxima ao olho.
O ataque deu início a uma intervenção policial. Houve confronto, e o homem apontado como autor do disparo também foi atingido. Ele morreu antes de receber atendimento médico, segundo o relato divulgado sobre a ocorrência.
Policiais tentaram socorrê-lo imediatamente
Mesmo gravemente ferido, Kauã foi colocado em uma viatura e os policiais iniciaram o deslocamento em busca de atendimento médico.
Durante o trajeto, na entrada de Arapuã, o cabo foi transferido para outro veículo para que pudesse chegar ao hospital mais rapidamente. A mobilização, porém, não foi suficiente para salvar sua vida.
Kauã foi levado ao Hospital Bom Jesus, onde sua morte foi confirmada.
O registro funerário aponta que o policial morreu às 19h46, menos de uma hora depois do início da ocorrência.
A rapidez com que tudo aconteceu tornou a notícia ainda mais dolorosa para quem conhecia o policial. Pouco tempo depois de iniciar uma missão em uma área rural do Paraná, o cabo estava gravemente ferido e não resistiu.
“Policial honrado e dedicado”, diz nota de pesar
A morte de Kauã provocou manifestações de pesar de instituições e pessoas ligadas à segurança pública.
Em nota, o Sistema FAEP lamentou a morte do policial e destacou sua atuação profissional. A entidade afirmou que Kauã era considerado um policial honrado e dedicado e manifestou solidariedade à família.
O Conselho Comunitário de Segurança de Apucarana também divulgou uma nota de pesar, destacando a dedicação, a coragem e o compromisso do cabo com a missão de proteger a população.
A Câmara Municipal de Apucarana também registrou homenagem ao policial durante sessão, lamentando sua morte.
Kauã deixou esposa e um filho pequeno
Além da perda para a Polícia Militar do Paraná, a tragédia deixou uma família em luto.
Kauã deixou a esposa e um filho de apenas 1 ano, segundo a nota divulgada pelo Sistema FAEP.
Nascido em 28 de novembro de 1992, ele tinha 33 anos. Morador de Faxinal, integrava a 6ª Companhia Independente da Polícia Militar. O velório aconteceu no dia 1º de agosto, na Capela Mortuária de Faxinal, e o sepultamento foi realizado no Cemitério Municipal de Apucarana.
A história do policial ganhou repercussão não apenas pelas circunstâncias violentas da ocorrência, mas também pela realidade deixada após sua morte: um profissional que saiu para atender uma denúncia e não voltou para casa.
A investigação e os procedimentos relacionados à ocorrência ficaram sob responsabilidade das autoridades competentes.
Para familiares, amigos e colegas de farda, ficou a despedida precoce de um policial de 33 anos e o vazio deixado para a esposa e para o filho pequeno, que agora crescerá com a lembrança de um pai que morreu durante o cumprimento de sua missão.



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