Tragédia na BR-116 deixa seis mortos e 43 feridos
Ônibus que seguia de São Paulo para a Bahia bateu de frente com uma carreta no Norte de Minas; autoridades investigam as causas da tragédia
Uma grave tragédia deixou seis pessoas mortas e outras 43 feridas na noite desta terça-feira (15), após a colisão entre um ônibus de turismo e uma carreta na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, no Norte de Minas Gerais.
O acidente aconteceu por volta das 20h30, na altura do km 25 da rodovia, próximo ao chamado Trevo de Cariri, onde a BR-116 se encontra com a BR-251. Com a violência da batida, os dois veículos capotaram.
Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, o ônibus fazia o trajeto entre São Paulo e Senhor do Bonfim, na Bahia. O veículo transportava passageiros e também diversas mercadorias.
Cinco pessoas morreram ainda no local. Uma sexta vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente no hospital. Até a manhã desta quarta-feira, as autoridades ainda trabalhavam na identificação dos mortos.
Dezenas de pessoas ficaram feridas
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Samu.
Ao todo, 43 pessoas ficaram feridas ou precisaram de atendimento em razão da ocorrência. Parte delas foi encaminhada para hospitais das cidades de Divisa Alegre, Itaobim e Salinas.
Os motoristas dos dois veículos sobreviveram e não tiveram ferimentos graves.
A rodovia precisou ser totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o trânsito foi liberado por volta de 0h35 desta quarta-feira.
Ônibus teria perdido o freio
As primeiras informações sobre a dinâmica do acidente foram dadas pelo motorista da carreta aos socorristas.
Segundo o relato, o ônibus teria passado pelo Trevo de Cariri e, pouco depois, perdido o freio. O veículo então teria perdido o controle e atingido a carreta.
Com a colisão, os dois veículos capotaram.
A informação, porém, ainda é preliminar. A Polícia Civil instaurou investigação para determinar exatamente o que provocou a batida e verificar as condições dos veículos envolvidos.
ANTT aponta irregularidade na viagem
Além da investigação sobre o acidente, outro detalhe veio à tona nesta quarta-feira.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus envolvido na tragédia estava sem a licença de viagem emitida para aquele deslocamento.
O veículo estava em processo de inclusão na frota de outra empresa, procedimento que ainda não havia sido concluído. Por isso, segundo a agência, o ônibus não estava autorizado a realizar aquele serviço específico entre São Paulo e a Bahia.
A ANTT, entretanto, fez uma ressalva importante: a ausência da licença não significa, por si só, que o transporte fosse clandestino. O órgão informou ainda que o veículo possuía Certificado de Segurança Veicular e cronotacógrafo regulares e que havia seguro de responsabilidade civil válido.
Vítimas ainda são identificadas
A empresa responsável pelo ônibus informou que estava levantando informações junto aos familiares para confirmar oficialmente a identidade das vítimas.
As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades. Além da dinâmica da colisão, deverão ser analisadas as condições mecânicas do ônibus, a documentação do transporte e todos os demais fatores que possam ter contribuído para a tragédia.
O acidente volta a chamar atenção para os riscos enfrentados diariamente por passageiros que percorrem longas distâncias pelas rodovias brasileiras.
Enquanto as investigações avançam, familiares aguardam a identificação oficial das vítimas e informações sobre as pessoas que permanecem em atendimento médico.
A Polícia Civil deverá reunir os depoimentos, perícias e demais elementos encontrados no local para esclarecer como ocorreu a colisão que terminou com seis mortes e deixou dezenas de pessoas feridas.



Publicar comentário